

Continuo esperando pelo dia em que o efeito “você” vai passar. Achei que tinha conseguido vencer esse estado de tanto faz; tanto faz, quem está aqui, tanto faz, a música que passa, tanto faz, o quanto devagar o relógio bate, tanto faz… Até quando eu vejo você, não tenho mais aquele desejo, apenas indiferença. É o efeito “você”. Foi você quem deixou isso aqui quando se foi, sem mim. Os dias iam passando e as minhas expectativas iam morrendo, talvez? Talvez eu achasse que você poderia voltar para me buscar, talvez você estaria a procura de um lugar para nós sermos felizes a vida inteira ou talvez o mundo estaria reservando a maior surpresa da minha vida; talvez. Mas na verdade, era tudo uma ilusão criada por minha vontade de estar contigo, ironia? Não, ilusão. Depois disso eu aprendi que você é só uma desculpa pra que não exista um “nós”, aprendi também que amor demais, pode ser inútil, pois tudo tem a sua proporção… Talvez.

Uma vez me disseram que o dinheiro não traz felicidade. Me disseram pra aproveitar a vida da maneira mais simples possível, pois não se compra felicidade. Felicidade é amar e ser amado, e amar é o gesto mais bonito e simples que existe. Apenas uma única flor branca no jarro, uma prateleira cheia de livros, um chocolate quente na tarde mais chuvosa de janeiro. Um amor que eu vou encontrar pra estar ao meu lado. Um amor que me fazerá rir só por existir. Até o ar que eu respirar será motivo de alegre simplicidade quando eu encontrar o meu amor.

Vem cá comigo que eu vou colocar aquele sorriso no seu rosto. Você sabia que fica perfeito em você? Vou tentar te fazer rir todos os dias, todas as horas, de várias maneiras. Não me importo de fazer papel de boba se no final você estiver feliz. Bem, eu tô aqui pra isso né? É o que os amigos geralmente fazem, tá no manual.